Produtores de Iuiú e Malhada participam de encontro sobre cooperativismo e associativismo

13 Septiembre 2018

A palestra com o engenheiro agrônomo Sândolo Paim abordou os valores e as práticas que garantem o sucesso de uma organização cooperativa e apresentou editais governamentais e programas públicos de fomento no estado da Bahia.

No último dia 18 de agosto aconteceu no auditório da Câmara Municipal deVereadores de Iuiú uma palestra com o engenheiro agrônomo, credenciado pelo Sebrae, Sândolo Paim. O evento teve como objetivo levar os produtores de algodão a conhecer e a praticar os valores associativistas, bem como a compreender a importância da cooperação e da confiança nos processos de organização de um empreendimento cooperativo.

O público reuniu produtores de Iuiú e de Malhada (BA), que também foram informados sobre editais governamentais e programas de governo existentes no estado e que visam ao fomento da agricultura familiar. Charles Pereira de Souza, 27 anos, produtor rural do município de Malhada, por exemplo, relatou ter entendido a necessidade de buscar informações eficazes para produzir com mais qualidade e a atingir melhores desempenhos, por meio da cooperação com outros produtores.

Para o produtor rural Lucas Nunes de Souza, 27 anos, esse primeiro encontro “chegou em boa hora, já que trouxe a proposta de conscientizar os produtores sobre a necessidade de se organizarem, buscar a informação correta para trabalhar, ter atitude e seguir em busca de resultados que promovam o crescimento e o  desenvolvimento do negócio.”

“Este primeiro encontro de formação foi de fundamental importância para o município, já que os produtores puderam receber informações básicas sobre a importância do cooperativismo e associativismo. Acredito que esse conhecimento irá resultar no crescimento e desenvolvimento do negócio de cada produtor, além do fortalecimento da agricultura familiar como um todo”, declarou Reinaldo Góes, prefeito de Iuiú. Góes lembrou ainda que o município possui várias associações e quer a participação de todos em busca do conhecimento para obter melhores resultados.

Segundo o palestrante, Sândolo Paim, o princípio de tudo é a gestão. “Os produtores precisam começar a se organizar, ter atitude e rotinas administrativas para estruturar suas entidades”. Paim mencionou a existência de um número efetivo de associações e cooperativas já implantadas na região, com resultados concretos na rotina dos produtores associados. E contou que tais entidades já entraram no mercado e possuem acesso às políticas públicas e capacitação técnica para operarem suas atividades.

Associativismo como prática

Com foco no desenvolvimento de competências associativistas, o Sebrae desenvolve um trabalho por meio de redes dirigidas aos produtores e que atuam em cooperação. “Ao todo são 4 módulos, sendo o primeiro o despertar para o cooperativismo, onde cada participante entende a prática de valores associativistas, as vantagens e os desafios da cooperação, compreende a importância de sua participação para a geração de confiança e aprendizado nos processos de organização de um empreendimento coletivo”, destacou Paim.

Sobre parceria Solidaridad e Sebrae
A Solidaridad firmou parceria com o Sebrae (escritório regional de Guanambi-BA), visando à capacitação de produtores rurais, que trabalham na agricultura familiar. O Sebrae possui um programa voltado para o pequeno produtor rural, com objetivo de levar informação e tecnologia por meio de palestras, troca de experiências e orientações básicas que facilitam o acesso ao mercado, estreitando o relacionamento entre produtor rural, associações e cooperativas, e empresas compradoras de algodão.

Para Ridson Sales, gestor do escritório regional do Sebrae em Guanambi, “unir forças é sempre um bom caminho para encontrar soluções. Por isso, estamos apostando nessa parceria com a Solidaridad através do projeto Tecendo Valor, para levar conhecimento, qualificação e competitividade aos produtores rurais do Vale do Iuiú.”

Na ocasião, Reinaldo Goés  (prefeito de Iuiú) lembrou o fato de que algodão no Vale do Iuiú já alcançou uma produção de até 300 mil hectares na década 1980, porém de forma desorganizada e com o uso excessivo agroquímicos. “Como consequência, a alta prosperidade da época foi de pouca duração. Mas, a Solidaridad chegou com a proposta de produzir com responsabilidade, a partir do uso de tecnologia e assistência técnica especializada (do preparo até a colheita). Essa parceria veio para fortalecer e terá total apoio da gestão do município”, se comprometeu.

Para o representante da Solidaridad, Harry van der Vliet, o desafio central da cotonicultura familiar na região do Vale do Iuiú se encontra na pouca cooperação entre os produtores, o que se vê refletido no resultado financeiro da atividade local. “Percebemos um comportamento individualista dos produtores em geral. Desde a aquisição dos insumos necessários para a lavoura, passando pela assistência técnica, beneficiamento do algodão, comercialização. Além da tradicional figura do faisqueiro - que vai até o produtor efetuar a compra do produto com valor inferior ao praticado no comércio regular do algodão em outras regiões. Assim, muitas vezes, compram-se insumos com valores 70% superiores, do que se fosse realizada uma compra coletiva. Em relação a venda, o valor é ainda mais gritante: os produtores do projeto Tecendo Valor em Minas Gerais chegaram a vender a R$ 55,00. Já em Iuiú, o valor cai para R$40 a R$42 a arroba de algodão em caroço”, explicou.  

O evento contou com a participação de produtores rurais dos municípios de Iuiú e de Malhada (BA). Também estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal vereador Sebastião da Silva, o vereador Reinaldo Sales, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Josafá Ferreira dos Santos e o presidente da cooperativa de produtores de Canabrava (distrito de Malhada) Aurelizo Costa de Jesus.

Sobre o programa Tecendo  Valor

Presente em 37 países, a Fundação Solidaridad desenvolve cadeias de produção sustentáveis em parceria com produtores, comerciantes, empresas e consumidores. Sua missão é reunir atores da cadeia de suprimentos e engajá-los em soluções inovadoras para melhorar a produção, garantindo a transição para uma economia sustentável e inclusiva.

Para isso, a organização trabalha em 13 cadeias de fornecimento de commodities, sendo uma delas a de algodão. Nesta frente, conta com uma parceria com o Instituto C&A no Brasil para o desenvolvimento do programa Tecendo Valor, que inclui diversas modalidades de formação para os produtores: da gestão de negócios até o acesso a técnicas de irrigação suplementar e de conservação do solo para locais de pouca chuva. Uma das principais metas do programa diz respeito ao fortalecimento das cooperativas de produtores e de seus gestores.

O programa busca contribuir com o desenvolvimento socioeconômico da região abrangida, assim como o empoderamento de produtores familiares de algodão do Sudoeste da Bahia e na região de Catuti, em Minas Gerais.  

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PRODUCTORES RURALES DE IUIÚ Y MALHADA PARTICIPAN DE ENCUENTRO SOBRE COOPERATIVISMO Y ASOCIATIVISMO

La conferencia, que contó con la presencia del ingeniero agrónomo Sândolo Paim, abordó los valores y prácticas que garantizan el éxito de una organización cooperativa y presentó llamados y programas públicos de fomento en el Estado de Bahia.

El último 18 de agosto tuvo lugar en el auditorio del Ayuntamiento de Vereadores de Iuiú (província localizada en Bahia, noreste del Brasil) una conferencia presidida por el ingeniero agrónomo, acreditado por el Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Sándolo Paim. El evento tuvo por objetivo que los productores de algodón conocieran y practiquen valores asociativistas, así como también comprendan la importancia de la cooperación y la confianza en los procesos de organización de un emprendimiento cooperativo.

El público estuvo conformado por productores de Iuiú y de Malhada, quienes recibieron información sobre llamados públicos y programas de gobierno que fomentan la agricultura familiar. Charles Pereira de Souza, de 27 años, y productor rural de la província de Malhada, por ejemplo, señaló la necesidad de acceder a información eficaz para producir con mayor calidad y alcanzar mejores resultados, a través de la cooperación con otros productores.

Para el productor rural Lucas Nunes de Souza, de 27 años, el encuentro "llegó en buen momento, ya que propone concientizar a los productores acerca de la necesidad de organizarse, buscar la información correcta para trabajar, tener actitud y seguir en busca de resultados que promuevan el crecimiento y el desarrollo del negocio”.

"Este primer encuentro de formación fue de fundamental importancia para la provincia ya que los productores pudieron recibir información esencial sobre la importancia del cooperativismo y del asociativismo. Creo que este conocimiento resultará en el crecimiento y desarrollo del negocio de cada productor, además del fortalecimiento de la agricultura familiar como un todo", declaró Reinaldo Góes, alcalde de Iuiú. Góes recordó además que la provincia posee varias asociaciones y desea que todos participen de la búsqueda de conocimiento para obtener mejores resultados.

Según el orador, Sándalo Paim, el principio de todo es la gestión. "Los productores deben comenzar a organizarse, tener actitud y rutinas administrativas para estructurar sus unidades". Paim mencionó la existencia de un número efectivo de asociaciones y cooperativas ya implantadas en la región, con resultados concretos en la rutina de los productores asociados. Y contó que tales unidades ya entraron en el mercado y poseen acceso a políticas públicas y capacitación técnica para operar sus actividades.

Asociativismo como práctica

El Sebrae enfoca su trabajo en el desarrollo de competencias asociativistas a través de redes, que actúan en cooperación, dirigidas a los productores. "En total son cuatro módulos, siendo el primero el de introducción al cooperativismo, donde cada participante asimila la práctica de valores asociativistas, las ventajas y los desafíos de la cooperación, y comprende la importancia de su participación para generar confianza y aprendizaje en los procesos organización de un emprendimiento colectivo ", destacó Paim.

Sobre la asociación Solidaridad y Sebrae

Solidaridad se asoció con el Sebrae (oficina regional de Guanambi-BA), con el fin de capacitar a productores rurales que trabajan en la agricultura familiar. El Sebrae posee un programa orientado al pequeño productor rural, cuyo objetivo es brindar información y tecnología a través de charlas, intercambio de experiencias y orientaciones básicas que faciliten el acceso al mercado, estrechando la relación entre productor rural, asociaciones y cooperativas, y empresas compradoras de algodón.

Para Ridson Sales, gestor de la oficina regional del Sebrae en Guanambi, "unir fuerzas es siempre un buen camino para encontrar soluciones. Por eso, estamos apostando a esta alianza con Solidaridad a través del proyecto Tejiendo Valor, para llevar conocimiento, calificación y competitividad a los productores rurales del Valle del Iuiú”.

Reinaldo Goés (alcade de Iuiú) recordó que la producción de algodón en el Valle del Iuiú alcanzó las 300 mil hectáreas en la década de 1980, pero de forma desorganizada y con un uso excesivo de agroquímicos. "Como consecuencia, la alta prosperidad de la época fue de poca duración. Pero Solidaridad llegó con la propuesta de producir con responsabilidad, a partir del uso de tecnología y asistencia técnica especializada (de la preparación hasta la cosecha). Esta asociación vino a fortalecer y tendrá total apoyo de la gestión de la província", se comprometió.

Para el representante de Solidaridad, Harry Van Der Vliet, el desafío central de la cotonicultura familiar en la región del Valle del Iuiú se encuentra en la poca cooperación entre los productores, lo que se refleja en el resultado financiero de la actividad local. "Hemos percibido un comportamiento individualista de los productores en general. Desde la adquisición de los insumos necesarios para la labranza, a la asistencia técnica, el cultivo del algodón, y la comercialización. Y sin mencionar a la tradicional figura del ‘faisqueiro’ (un tipo de intermediario), quien compra al productor por un valor inferior al del mercado  regular del algodón en otras regiones. Es así que, muchas veces, se compran insumos por valores 70% superiores a lo que se pagaría a través de una compra colectiva. En cuanto a los precios de venta, las diferencia se vuelven más evidentes: los productores del proyecto Tejiendo Valor en Minas Gerais llegaron a vender a R$55,00 la arroba de algodón en carozo. En Iuiú, en cambio, el valor cae a entre R$40 y R$42", explicó.

El evento contó con la participación de productores rurales de los municipios de Iuiú y de Malhada, del presidente del Sindicato de los Trabajadores Rurales Josafá Ferreira dos Santos, del presidente de la cooperativa de productores de Canabrava (distrito de Malhada) Aurelizo Costa de Jesús, y del presidente del Ayuntamiento Municipal de Sebastião da Silva, Reinaldo Sales.

Sobre el programa Tejiendo Valor

Presente en 37 países, Solidaridad desarrolla cadenas de producción sostenibles en asociación con productores, comercializadoras, empresas y consumidores. Su misión es reunir a los actores de la cadena de suministros y comprometerlos en soluciones innovadoras para mejorar la producción, garantizando la transición a una economía sostenible e inclusiva.

Para esto, la organización trabaja con 13 cadenas de suministro de commodities, siendo una de ellas la de algodón. En este sector, cuenta con una alianza con el Instituto C&A, en Brasil, para el desarrollo del programa Tejiendo Valor, que incluye distintos módulos de formación para los productores: desde gestión de negocios hasta técnicas de riego suplementario y conservación del suelo para lotes con poca lluvia. Una de las principales metas del programa es el fortalecimiento de las cooperativas de productores y de sus gestores.

El programa busca contribuir con el desarrollo socioeconómico de la región afectada, así como el empoderamiento de productores familiares de algodón del Sudoeste de Bahia y en la región de Catuti, en el Estado de Minas Gerais.

  • Información de Contacto

    Harry van der Vliet

    Gerente de Programas Soja y Algodón Brasil