Produtor de Tuerê homenageado em festival internacional do cacau, participa do Salon du Chocolat de Paris

01 noviembre 2018

José Silva Rosa, o Zezinho, produtor do projeto de Solidaridad "Territórios Sustentáveis e Inclusivos" foi homenageado em festival internacional do cacau e convidado pela CEPLAC para participar do Salão de Chocolate de Paris, representando todos os produtores familiares de Novo Repartimento, devido a sua dedicação em melhorar a qualidade de suas amêndoas.

95% da produção global de cacau é baseada em técnicas agrícolas e fazendas familiares. Esta é uma das mensagens do Salão do Chocolate de Paris que, entre hoje e o 4 de novembro, reunirá os mais reconhecidos profissionais e especialistas em chocolate dos cinco continentes para levar o público a tomar decisões mais informadas e responsáveis na hora de comprar chocolate.

O Zezinho estará presente, junto com outros produtores da África e da Ásia, ensinando ao público de onde vêm as amêndoas do chocolate artesanal Bean to Bar de Tuerê.

Cacau sostenível e inclusivo da Amazônia

Antes de participar do Salon du Chocolat, o Zezinho foi homenageado na  5ª edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia, o maior encontro do setor cacaueiro da região, na capital do Pará, Belém. Mais de 60 mil pessoas passaram pelo evento, que contou com exposição de marcas de chocolate, feira de flores e espécies da flora amazônica, palestras e debates sobre a produção cacaueira e do chocolate, workshops, aulas práticas, atividades infantis e apresentações culturais.

A Solidaridad marcou presença no evento com um estande dedicado ao projeto "Territórios Inclusivos Sustentáveis", desenvolvido com produtores rurais do assentamento Tuerê, no município de Novo Repartimento, no sudoeste do Pará.

Quem passou pelo estande pode conversar com a equipe da Solidaridad e conhecer mais sobre a iniciativa, que integra os Programas de Cacau e Pecuária e tem como objetivo criar um modelo de agropecuária de baixo carbono e sustentável na Amazônia no contexto da agricultura familiar. Para isso, oferece:

  • assistência técnica continuada com visitas mensais aos produtores;
  • treinamentos coletivos que abordam diversas práticas sobre cacauicultura, pecuária, adequação ambiental e conservação da floresta;
  • e a implantação de unidades demonstrativas, áreas experimentais que mostram na prática os benefícios do modelo promovido pela organização.

Dos 150 agricultores familiares beneficiados pelo projeto, 48 estiveram no festival para participar da programação de palestras e apresentar amostras de suas amêndoas no espaço da Solidaridad.

Créditos: Nailana Thiely

Um dos destaques do estande foi a exposição do chocolate "Tuerê", fabricado pela chocolateria Casa Lasevicius, de São Paulo, com amêndoas do produtor José Silva Rosa, o Zezinho, proprietário do Sítio Três Irmãos e o primeiro a desenvolver as técnicas de fermentação e armazenamento de cacau estimuladas pelo projeto. O sucesso foi tanto que, durante a solenidade de encerramento, a comissão organizadora do festival homenageou o produtor e a família pela iniciativa.

“A melhoria das amêndoas e a produção do chocolate foram um salto que eu dei na vida. Primeiramente porque viagens como essa de Belém, a gente não fazia, não tinha noção. E agora também estamos conhecidos, no meio de um monte de gente que só quer ajudar. Estou feliz”, conta Zezinho.

Créditos: Carol Gutierrez

Paulo Lima, coordenador de projetos Agropecuários da Solidaridad, contou que este ano o chocolate já havia ganhado destaque na degustação às cegas de chocolates de amêndoas nacionais do Bean to Bar Chocolate Week 2018, realizada em São Paulo, em maio. "Esse reconhecimento faz também com que os produtores visualizem a possibilidade de incrementar sua renda com a venda para o setor do Bean to Bar, no qual o valor da amêndoa é até três vezes maior do que o do mercado comum", ressaltou.

>> Leia mais sobre Bean to Bar como perspectiva lucrativa para a cacauicultura 

Para Pedro Sousa dos Santos, consultor da Solidaridad em Novo Repartimento, a participação no evento foi uma grande oportunidade para o produtor entender seu papel nesse mercado e de que eles próprios são um fator determinante dentro da cadeia. "Eles estão muito alegres por tudo o que eles estão vendo das palestras, cursos e discussões. E entenderam como uma  amêndoa de sucesso depende da boa fermentação e qualidade. Então creio que quando voltarmos para Novo Repartimento, eles vão dizer assim: 'eu vou trabalhar para que a minha amêndoa se torne um chocolate igual ao do Zezinho'", observou.

Se depender de José Fernando da Silva Araújo, que com 26 anos representa a nova geração de agricultores de Tuerê, a previsão já se concretizou. "Daqui a alguns anos me vejo como um dos grandes produtores da região. Quero futuramente vir aqui e que as amêndoas da minha roça estejam ali, e que vocês estejam provando o meu chocolate. Seu José (Zezinho) no momento se tornou uma inspiração para mim. Eu vi o quanto ele trabalhou, correu atrás. Vi nos olhos dele a satisfação por sua amêndoa estar aqui fazendo o sucesso que fez", disse.  

Pedro Sousa dos Santos e Mariana Pereira no stand da Solidaridad. Créditos: Nailana Thiely

Mariana Pereira, programme officer do projeto, destacou que a participação dos produtores no festival foi também um importante resultado. "A todo momento é deles que está se falando, então são eles que têm de estar aqui para ouvir, perguntar e debater. Estar aqui do jeito que estamos, com esse chocolate ótimo e com o Zezinho sendo aplaudido por centenas de pessoas e citado pelos palestrantes é uma celebração", concluiu.

***

Versión en español:

Productor familiar de la Amazonía brasilera es homenageado en un festival internacional de cacao, y participa del Salon du Chocolat de Paris

José Silva Rosa, el Zezinho, productor del proyecto de Solidaridad "Territorios Sostenibles e Inclusivos", fue homenageado en un reciente festival internacional de cacao e invitado por la CEPLAC (Comisión Ejecutiva de Planificación para el Cultivo del Cacao) a participar del Salon du Chocolat de Paris, en representación de todos los produtores familiares de Novo Repartimento, debido a la dedicación puesta en la mejora de la calidad de sus almendras.

El 95% de la producción global de cacao está en manos de agricultores familiares. Este es uno de los mensajes del Salon du Chocolat de Paris que, entre hoy y el 4 de noviembre, reunirá a los más reconocidos profesionales y expertos en chocolate de los cinco continentes para ayudar al público a apreciar mejor el chocolate y a realizar decisiones de compra más informadas y responsables.

Allí estará presente Zezinho, junto a otros productores de Sudamérica, África, y Ásia, presentando al público la tierra de donde provienen las almendras del chocolate artesanal Bean to Bar de Tuerê.

Cacao sostenible e inclusivo de la Amazonia 

Antes de participar del Salon du Chocolat, Zezinho fue homenageado en la 5ª edición del Festival Internacional del Chocolate y el Cacao de la Amazonia, el mayor encuentro del sector del cacao de la región, en la capital de Pará, Belém.  
 
Más de 60 mil personas pasaron por el evento, que contó con una exhibición de marcas de chocolate, una feria de flores y especies de la flora amazónica, debates sobre la producción de cacao y chocolate, talleres, clases prácticas, actividades infantiles y presentaciones culturales.

Solidaridad participó del evento con un stand dedicado al proyecto "Territorios Sostenibles e Inclusivos", desarrollado con productores rurales del asentamiento de Tuerê, en el municipio de Novo Repartimiento, en el suroeste de Pará.

Quienes visitaron el stand pudieron conversar con el equipo de Solidaridad y conocer más sobre la iniciativa, que hace parte de los programas de Cacao y Ganadería, y tiene como objetivo crear un modelo agropecuario sostenible en el contexto de la agricultura familiar en la Amazonia. Para esto, ofrece:

  • asistencia técnica continua, con visitas mensuales a los productores;
  • capacitaciones grupales que abordan diversas prácticas sobre cacao, ganadería, adecuación ambiental y conservación del bosque;
  • y la implementación de unidades demostrativas donde se muestran los beneficios del modelo promovido por la organización en la práctica.

De los 150 agricultores familiares beneficiados por el proyecto, 48 estuvieron en el festival participando de la programación, debates y presentando muestras de sus almendras en el espacio de Solidaridad.

Uno de los puntos destacables del stand fue la exhibición del chocolate "Tuerê", fabricado por la chocolateria Casa Lasevicius, de São Paulo, con almendras del productor José Silva Rosa, el Zezinho, propietario del Sitio Tres Hermanos y el primero en desarrollar las técnicas de fermentación y almacenamiento de cacao estimuladas por el proyecto. El éxito fue tan rotundo que, en medio de las actividades de cierre, la comisión organizadora del festival homenajeó al productor y su familia por la iniciativa.

"La mejora de las almendras y la producción del chocolate fueron un salto en mi vida. Primero, porque viajes como este a Belém, no hacíamos, no existía la posibilidad. Y ahora porque también estamos siendo conocidos, en medio de mucha gente que sólo quiere ayudar. Estoy muy feliz", cuenta Zezinho.

Paulo Lima, coordinador de proyectos Agropecuarios de Solidaridad, contó que este año el chocolate ya había ganado una mención en la degustación a ciegas de chocolates de almendras nacionales del Bean to Bar Chocolate Week 2018, realizada en São Paulo, en mayo. "Este reconocimiento hace también que los productores visualizen la posibilidad de incrementar sus ingresos a partir de la venta al sector del Bean to Bar, en el que el valor de la almendra es hasta tres veces mayor que el del mercado común", subrayó.

>> Lea más sobre Bean to Bar como perspectiva lucrativa para el cultivo de cacao 

Para Pedro Sousa dos Santos, consultor de Solidaridad en Novo Repartimento, la participación en el evento fue una gran oportunidad para que los productores entiendan su papel en este mercado, que ellos mismos son un factor determinante dentro de la cadena. "Ellos están muy alegres por todo lo que están viendo en las conferencias, cursos y discusiones. Y entendieron que una almendra exitosa depende de una buena fermentación y calidad. Por eso creo que cuando volvamos a Novo Repartimento, ellos van a decir: 'yo voy trabajar para que mi almendra se convierta en un chocolate igual al de Zezinho ", observó.

José Fernando da Silva Araújo, con 26 años, representa la nueva generación de agricultores de Tuerê para quienes esta previsión ya se concretó. "De aquí a algunos años me veo como uno de los grandes productores de la región. Quiero venir aquí en el futuro y que las almendras de mi campo estén allí, y que ustedes estén probando mi chocolate. José (Zezinho) en este momento se ha convertido en una inspiración para mí.  Yo vi lo que él trabajó, vi en sus ojos la satisfacción por su almendra, estar aquí siendo un éxito", dijo.

Mariana Pereira, programme officer del proyecto, destacó que la participación de los productores en el festival fue también un importante resultado. "En todo momento es de ellos que se está hablando, por eso son ellos quienes tienen que estar aquí para oír, preguntar y debatir. Estar aquí de la manera que estamos, con este excelente chocolate y con Zezinho reciebiendo aplausos de cientos de personas y siendo citado por los oradores. Es una celebración", concluyó.

  • Informação de contato

    Joyce Brandão

    Gerente de Programas Palma y Cacao Brasil