CAÑA DE AZÚCAR: IMPACTAR EL SECTOR CON BUENAS PRÁCTICAS

18 enero 2018

El Proyecto TOP CANA, que acaba de ganar el Bonsucro Inspire Award 2018, consolida un modelo exitoso para el desarrollo continuo de la sostenibilidad en el sector. Además de contar con una estrategia que involucra a toda la cadena, su foco está cada vez más puesto en la transferencia de conocimiento y de asistencia técnica; donde las asociaciones son las responsables de adaptar el abordaje del proyecto a su realidad local y de difundir buenas prácticas y mejoras en la gestión de las propiedades.

Desarrollado por Solidaridad en alianza con Socicana (Asociación de Proveedores de Caña de Guariba), TOP CANA se encuentra en su segundo año de implementación. Sus resultados se perciben en la mejora del manejo del suelo y las prácticas agrícolas, así como también en el fortalecimiento de la asociación, que es el actor responsable de desarrollar los servicios de asistencia técnica y otros, como financiación, entre sus asociados y de atraer a nuevos productores.

Para Bruno Rangel, presidente de Socicana, el premio es un reconocimiento a la estrategia a partir de la cual se desarrolló la plataforma que utilizan para promover sostenibilidad entre los productores de caña. "Fue muy importante para nosotros, como asociación, ganar este premio. Consolida el sistema que desarrollamos, la plataforma de Horizonte Rural, y considero que va a ayudar a atraer a más productores, a formarlos como proveedores y fortalecer nuestra asociación en general".

Monique Vanni, gerente de proyectos de caña de azúcar, algodón y café de Solidaridad en Brasil, señaló los procesos de innovación que aun deben calar más hondo en el programa. "Queremos una plataforma que no sólo reúna datos sobre las prácticas y los criterios de sostenibilidad adoptados por los productores, sino que también sirva como herramienta de gestión para la propia asociación en relación a los productos que necesita desarrollar para sus socios. Es decir, la plataforma debe ser un sistema de gestión de la asistencia técnica". También habló sobre el papel de integración y gestión sistémica que tienen el programa y la plataforma:

"Existe mucha gente en campo, pero nadie conversa. Entonces, a través de la plataforma, las personas empiezan a compartir informaciones y tareas. La estrategia pasa entonces a ser colectiva y el proceso se vuelve más dinámico. De esta manera es posible, por ejemplo, confirmar la eficiencia de la asistencia técnica recibida. ¿Por qué una determinada acción no funciona? ¿Cuál es el diagnóstico inicial de esos productores? ¿Qué es necesario preparar para atender esas necesidades específicas? Nuestro rol, en esta alianza, es justamente gestionar esta estrategia", finaliza Monique.

Un sector que avanza con la sostenibilidad

El cultivo de la caña de azúcar es una de las actividades más antiguas e importantes de Brasil. Del azúcar para endulzar hasta el etanol, combustible limpio y renovable, capaz de contribuir de forma significativa a la sustitución de combustibles fósiles por fuentes más sostenibles, la caña de azúcar mantiene una trayectoria de innovación y relevancia.

En Brasil, la cosecha 2017/2018, según la proyección de la Compañía Nacional de Abastecimiento (Conab) alcanzará los 635,6 millones de toneladas de caña. De ellas, 588 millones provendrán de las regiones Centro y Sur del país, El área donde actúa Socicana es responsable de la mayor parte de la producción nacional, y es también pionera en el desarrollo sostenible del sector.

A partir de la mecanización y la reducción del uso de mano de obra en campo, en particular durante la cosecha, Brasil cuenta con desafíos bastante específicos en los que refiere a la inducción de la sostenibilidad entre los diferentes actores del sector. "La caña de azúcar, por si misma, presenta un fuerte sesgo de sostenibilidad. Además de tratarse de un cultivo con baja huella de carbono, a partir del cual se obtiene un producto altamente sostenible, el etanol, se percibe un proceso de maduración en lo que la sostenibilidad significa dentro del sector", subraya Monique. Para ella, hay dos aspectos a destacar dentro de este proceso: ampliar la adopción de prácticas sostenibles en toda la cadena y crear mecanismos de mejora continua, principalmente en lo que respecta la gestión a escala es decir, partiendo desde las propiedades y pasando de las asociaciones de productores a toda la cadena.  

"Nuestra labor al utilizar una plataforma digital para la recolección de datos y para generar mecanismos de mejora continua, han sido esenciales no sólo para apoyar a los productores en campo, sino también para constituir una plataforma donde los actores de la cadena pueden reunirse para conversar y alinear ideas", concluye.

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CANA DE AÇÚCAR: IMPACTAR O SETOR COM BOAS PRÁTICAS E GESTÃO

Projeto TOP CANA, que acaba e ganhar o Bonsucro Inspire Award 2018, consolida um modelo de sucesso no desenvolvimento contínuo da sustentabilidade no setor. Além de uma estratégia que envolve toda a cadeia, o foco é, cada vez mais, na transferência de conhecimento e assistência técnica, onde são as associações as responsáveis por adaptar junto aos seus associados uma abordagem que se adeque à realidade local e disseminar as boas práticas e melhoria da gestão das propriedades

Desenvolvido pela Solidaridad em parceria com a Socicana (Associação dos Fornecedores de Cana de Guariba), o TOP CANA está em seu segundo ano de atividade. Os seus resultados podem ser percebidos na melhora da qualidade de manejo do solo e práticas agrícolas, como também no fortalecimento da associação, que é o agente responsável por desenvolver os serviços de assistência técnica e outros, como financiamento, com seus associados, bem como atrair novos produtores.

Para Bruno Rangel, presidente da Socicana, o prêmio é o reconhecimento de uma estratégia que ajudou a desenvolver uma plataforma para promover a melhoria contínua da sustentabilidade junto aos produtores de cana. “Foi muito importante para a gente, como associação, ganhar esse prêmio. Ele é uma consolidação do sistema que desenvolvemos, da plataforma Horizonte Rural e que a gente acredita que vai conseguir trazer muito mais produtores e desenvolver muito mais esses fornecedores e a nossa associação de uma forma geral”.

Monique Vanni, gerente de projetos de cana de açúcar, algodão e café da Solidaridad no Brasil apontou os processos de inovação que devem pautar ainda mais o programa. “Queremos uma plataforma que não apenas reúna as informações sobre as praticas e padrões de sustentabilidade dos produtores, mas que sirva de ferramenta de gestão da própria associação em relação aos produtos que precisar desenvolver para seus associados. Ou seja, a plataforma é um sistema de gestão de assistência técnica”. E falou sobre o papel de integração e gestão mais sistêmica do programa e da plataforma:

“Existe muita gente no campo, mas ninguém conversa. Então, você realmente começa a criar uma plataforma onde as pessoas começam a repartir informações e tarefas. A estratégia passa a ser coletiva e o processo mais dinâmico. Dessa maneira é possível, por exemplo, avaliar a eficiência da assistência técnica. Por que essa determinada ação não funciona? Qual o diagnóstico inicial desses produtores? O que é preciso preparar para atender essas necessidades específicas? E nosso papel, como parceira, é ir gerenciando a estratégia”, completou Monique.

Um setor que caminha com a sustentabilidade

A cana de açúcar é uma das atividades agrícolas mais antigas e importantes do Brasil. Do produto adocicado que durante séculos desenvolveu países e regiões, ao etanol, um combustível limpo e renovável, capaz de ter significativa contribuição na substituição de combustíveis fósseis por outras fontes mais sustentáveis, a cana de açúcar mantém sua trajetória de inovação e relevância.

No Brasil, a safra 2017/2018, segundo expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deverá ser de 635,6 milhões de toneladas de cana. Dessas, 588 milhões virão das regiões Centro e Sul do país. A área, onde atua a Socicana, é a responsável pela maior parte da produção nacional, e é também pioneira no desenvolvimento sustentável de um setor.

Com a mecanização da lavoura e a redução no uso de mão de obra no campo, especialmente, na colheita, o Brasil tem desafios bastante específicos no que se refere a induzir um movimento de sustentabilidade entre os diferentes elos do setor. “A cana de açúcar, por si só, já representa um forte viés de sustentabilidade. Além de se configurar como uma agricultura de baixo carbono e desenvolver um produto, o etanol, altamente sustentável, o que vemos é um movimento de maturidade do setor na busca do que é sustentabilidade para esse grupo”, destacou Monique. Para ela, duas abordagens são as mais importantes nesse movimento: ampliar as práticas agrícolas sustentáveis em toda cadeia e criar mecanismos de melhoria contínua, principalmente na gestão em escala, ou seja, desde as propriedades, passando pelas associações de produtores e toda a cadeia.

“O nosso trabalho, usando essa plataforma digital de coletas de dados e mecanismos de melhoria contínua, tem sido essencial não só para ajudar os produtores no campo, mas para criar uma plataforma com a qual os atores do setor podem se reunir para conversar e alinhar ideias”, concluiu ela.